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NOTÍCIAS

01/05/2019
1º de Maio é marco contra 'retrocesso civilizatório'

As centrais sindicais veem o 1º de Maio, pela primeira vez unitário, como marco na resistência ao retrocesso social e ponto de partida para uma "virada" contra os ataques do governo, tanto nas ruas como no parlamento, palco dos próximos embates. Os representantes das centrais apostam em uma mobilização crescente, que levará à greve geral em 14 de junho, aumentando as chances de derrotar o projeto de "reforma" da Previdência.
Em Uberaba, o ato do 1º de maio ocorrerá das 9 às 13 horas na Praça Manoel Terra (a do Mercado Municipal).
AS 10 centrais que organizam atos em todo o Brasil são: CGTB, CSB, CSP-Conlutas, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical (duas), Nova Central e UGT. Uma união inédita, com divergências deixadas à parte, para o enfrentamento ao "inimigo comum", como define o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre. "As centrais sindicais têm concepções diferentes, mas diante das maldades contra o povo brasileiro, não podemos (ficar separadas). Isso recupera, na minha avaliação, o sentido do 1º de Maio, inclusive internacionalmente."
Ele acredita que o dia será "histórico" para o movimento sindical. "O momento que o país vive é muito grave. É um retrocesso civilizatório que está acontecendo", afirma Sérgio Nobre, citando os diversos ataques aos direitos sociais. Sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6, que mexe na Previdência e atinge as aposentadorias, o dirigente da CUT diz que não há o que negociar. "A reforma é totalmente perversa. Não tem negociação. Queremos a retirada."
O presidente da Força, Miguel Torres, também acredita ser possível derrubar a PEC governista. "Enquanto tivermos força na base, nós derrotamos a proposta", afirma. "Vai depender de nós."
Ele destaca o abaixo-assinado que as centrais e os movimentos sociais estão fazendo circular pelo país. "É o instrumento mais importante que temos hoje. Temos a chance de conversar com os eleitores dos 513 deputados, dos 81 senadores, dos governadores", argumenta.
Distribuição de renda
Para o presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira, o Bira, a população já está se dando conta das consequências das propostas do governo. "O sentimento que a gente tem é que está crescendo a consciência do povo com o que o Bolsonaro está fazendo com o país. O povo começa a pegar no breu", diz Bira, que pela manhã participou de atividade na região de Itaquera, zona leste da capital paulista. "Ele (Bolsonaro) está destruindo o maior programa de distribuição de renda do país, que é a Previdência pública."
Também para ele, não há acordo possível em relação ao projeto. "A gente vai barrar. Nessa reforma não tem nada que preste para negociar. Não é fácil, mas sinto que a gente vai ser vitorioso."
Integrante da direção da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha, acredita que o 1º de Maio seja o início de um movimento mais forte dos trabalhadores, após quatro meses de ataques. "Até agora, tivemos mobilizações parciais. É possível dar a virada. O pessoal está começando a enxergar a situação."
Para Mancha, cabe exatamente ao movimento sindical intensificar a campanha de esclarecimento sobre o que significa a "reforma" da Previdência. "Existe uma campanha monstruosa (da imprensa tradicional), e é necessário se contrapor, desmascarar esse projeto."
O presidente da CTB, Adilson Araújo, avalia que "prevaleceu a mentira" durante o processo eleitoral. "Depois de tudo que se vendeu, fruto da materialidade do golpe, o que se está assistindo é um desastre social. O desemprego continua alto, do ponto de vista econômico o PIB está cambaleando. E o governo advoga a 'reforma' da Previdência como se fosse resolver os problemas do país", diz.
Adilson cita a "reforma" trabalhista, com o princípio do negociado sobre o legislado. "Eles não querem negociar nem o que está na lei. É a degradação do trabalho", afirma. Um ponto importante, para ele, é a defesa de uma reforma tributária progressiva, aumentando o limite de isenção do Imposto de Renda.

TAGS: #Reforma da previdência