icon-emailicon-facebookicon-instagramicon-nexticon-playicon-previcon-twitter
Fetrafi-MG CUT Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro

NOTÍCIAS

07/08/2020
BB LUCRA R$ 6,7 BI NO SEMESTRE, MAS FECHA 3.694 POSTOS DE TRABALHO EM UM ANO

Resumo:
• Lucro foi menor 22,7% em relação a 2019 e 2,5% comparando trimestres de 2020
• Desde junho de 2019 foram fechadas 344 agências e 17 PABs
• Receitas de serviços e tarifas foram de R$ 14 bilhões. Despesas com pessoal R$ 10,8 bilhões
• Carteira de crédito do Banco do Brasil que vale R$ 2,9 bilhões foi vendida por apenas R$ 371 milhões
• BTG Pactual, banco comprador, foi fundado pelo Ministro Paulo Guedes

O lucro líquido ajustado do Banco do Brasil no primeiro semestre de 2020 foi de R$ 6,7 bilhões, com queda de 22,7% em relação ao mesmo período de 2019, segundo análise elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No trimestre, o lucro foi de R$ 3,3 bilhões, com redução de 2,5% em relação ao 1º trimestre do ano. Segundo o banco, destaca-se no resultado o aumento das provisões para lidar com devedores duvidosos (PCLD) Ampliada (+51,8%). O retorno sobre o patrimônio líquido (RPSL) ajustado caiu 4,7 pontos percentuais em doze meses, chegando em 10,2%.

Segundo a análise do Dieese, ao final de junho, o BB contava com 92.474 funcionários, com fechamento de 3.694 postos de trabalho em doze meses, sendo 283 no 2º trimestre de 2020. Foram fechadas 344 agências e 17 postos de atendimento bancário, desde junho de 2019, sendo uma agência e 28 postos de atendimento fechados no trimestre.

As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias caíram 1,4% em um ano, alcançando R$ 14 bilhões, enquanto, as despesas com pessoal, incluindo o pagamento da PLR, caíram 0,8% no mesmo período, totalizando R$ 10,8 bilhões. Assim, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco foi de 130,46% no semestre de 2020.

VENDA DE CARTEIRA PARA O BTG PACTUAL

O coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, e o diretor de seguridade da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), Marcel Barros foram entrevistados pela Janete Chargista e comentam a operação de venda da carteira de créditos do Banco do Brasil para o BTG Pactual, cujo ministro Paulo Guedes foi um dos fundadores.

Antes de pedir demissão, no último dia 24 de julho, Novaes autorizou a venda de uma carteira de crédito do banco público ao banco privado BTG Pactual por apenas R$ 371 milhões, quando o valor estimado do ativo é de R$ 2,9 bilhões.

Confira aqui a íntegra da entrevista

RESPONSABILIZAÇÃO CRIMINAL - Deputados federais Enio Verri (PT-PR), e os deputados Zé Carlos (PT-MA), Erika Kokay (PT-DF) e João Daniel (PT-SE), que integram a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos, protocolaram na segunda-feira (3), uma ação no Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes. Os deputados pedem a responsabilização criminal de Novaes pelo prejuízo financeiro que o BB teve quando ele ainda estava no comando da instituição.

TAGS: #Banco do Brasil